sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tabela do Norte-nordeste adulto - alterada


Rio de Janeiro, 09 de setembro 2011


Boletim nº280/2011
                                                                                
Ilmo.Sr.
Presidente de Federação

Senhor Presidente:

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos-CBDA, vem divulgar a Tabela Oficial de Jogos para o Torneio Norte-Nordeste de Polo Aquático Masculino 2011, classificatório para a IV Liga Nacional de Polo Aquático, a ser realizado em João Pessoa- PB, no período de 15 a 18 de setembro próximo na Piscina do Gremio CIEF.

Grupo A: Náutico.A.Cearense (CE) / Gremio CIEF (PB)/ C.Amazonense (AM)
Grupo B: A. Santa Maria (PE) / ADESEF (PE) /.Esportivo Neves (RG)

Dia 15 de Setembro

Nº
HORÁRIO
JOGO
01
17:00h
ASM (PE) – ADESEF (PA)
02
18:15h
CIEF (PB) - CA (AM)

Dia 16 de Setembro

Nº
HORÁRIO
JOGO
03
10:00h
ADESEF (PA) – EN (RG)
04
11:15h
NC (PB) – CIEF (PB)
05
18:00h
ASM (PE) –EM (RN)
06
19:15h
NC (CE) – CA(AM)
                                                            Dia 17 de Setembro

Nº
HORÁRIO
JOGO
07
10:00h
2º A – 3º B
08
11:15h
2º B – 3º A
09
18:00h
1º A – Venc Jg 08
10
19:15h
1º B – Venc Jg 07

                            Dia 18 de Setembro

Nº
HORÁRIO
JOGO
11
09:00h
Perd 07 – Perd 08
12
10:15h
Perd 09 – Perd 10
13
11:30h
Venc 09 – Venc 10

Informamos que o original deste Boletim, assinado pela Presidência encontra-se no site da CBDA, www.cbda.org.br, e solicitamos que o mesmo seja amplamente divulgado entre as entidades filiadas.



Atenciosamente

Coaracy Nunes Filho
Presidente 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Técnico Goran Sablic comenta a participação do Brasil no Mundial Junior

Retirado do blog POTOFF:

"O desempenho da Seleção em Volos ficou na média, não foi muito bom, mas também não foi mal. Mostramos evolução contra as equipes mais fracas, mas a grande distãncia em relação as principais equipes permanece. 
Tivemos uma preparação forte, que começou em junho junto com a Seleção 94, e em agosto um curto mas intenso treinamento na Croácia.
Eu, mais uma vez, chego a conclusão que devemos dar mais atenção as categorias de base, durante o ano devemos ter mais treinamentos e viagens internacionais nas diversas categorias, e não apenas no mês que antecede as competições. Agora é a hora de organizarmos o planejamento das categorias de base para 2012/2013, já que teremos o Pan-Americano 93, em agosto de 2012, e o Mundial 94, de 1 a 9 de dezembro de 2012, em Perth, na Austrália. Com um bom planejamento (e investimento) podemos entrar no grupo dos 8 primeiros colocados e, eventualmente, até brigarmos por uma medalha (o Mundial 93 será em agosto de 2013, em Budapeste, na Hungria).
Interessante notar que duas equipes que estiveram na Universíade obtiveram os melhores resultados (Sérvia, medalha de ouro, e Espanha, medalha de prata). Jogar contra atletas mais velhos deu a essas jovens equipes mais força e experiência, assim como reações mais rápidas em determinadas situações de jogo.
Grécia, Austrália, Itália e EUA tiveram um desempenho muito bom, enquanto Croácia, Montenegro e, especialmente a Hungria, ficaram abaixo do esperado. A França foi muito bem, fez jogos duros contra as principais equipes, com exceção do jogo contra o Irã, o único resultado surpreendente do Campeonato.
Porto Rico foi bem, na mesma medida que o Canadá desapontou, mas eles foram sem os principais jogadores, que já disputaram dois Mundiais Adulto. Se tivessem ido com o time completo, com certeza teriam ficado entre os oito melhores, ou até mesmo entre os quatro. 
Os países asiáticos e africanos são muito fracos, até mesmo o Irã, que fez jogos duros contra todos eles, mas conseguiu vencer a França e terminou na 10ª colocação.

O desempenho da nossa equipe, por posição:
- os goleiros ficaram na média.
- jogadores do perímetro (posições 1, 2, 4 e 5). Eu esperava mais, especialmente na parte defensiva, quando ficavam no um-contra-um no campo ou na defesa. Em alguns jogos foram bem, mas em outros, não.
- os centros foram muito melhor do que eu esperava, marcando muitos gols e conseguindo várias expulsões.
- os marcadores também foram muito bem na marcação, mas com pouca contribuição ofensiva.

Temos que trabalhar mais, também, a auto-confiança, os jogadores devem estar cientes de que podem jogar de igual pra igual com qualquer time. É evidente que devemos melhorar muitos elementos de jogo, como defesa, ataque, pernas, chutes, mas mesmo na situação atual, nós podemos e devemos jogar melhor.
Por fim, eu gostaria de destacar problemas disciplinares, como chutar o adversário ao invés de jogar polo aquático. Dois dos nossos principais jogadores, num jogo decisivo, estavam mais preocupados em brigar do que no seus desempenhos e no jogo coletivo. O time acabou pagando o preço, já que um foi expulso com direito a substituição no começo da partida, enquanto o outro estava o tempo todo brigando, no limite da brutalidade. Como essa não é a primeira vez, e esses dois atletas já fizeram parte da Seleção Adulta, eu decidi excluí-los da preparação para os Jogos Pan-Americanos e, eventualmente, até dos proprios Jogos. Isso deve servir como um aprendizado para os outros jogadores, que eles devem agir como parte de uma equipe, numa competição em que eles estão representando o seu país, e não como indivíduos que podem fazer o que quiserem. Se permitirmos esse comportamento nas idades de 18 e 20 anos, o que acontecerá quando eles tiverem 25 ou 30 anos e agirem da mesma forma na Olimpíada do Rio?"

Nota do BLOG: De um lado temos um discurso muito bom e que parece está levando o pólo aquático pra frente! Pelo menos para nós que estamos mais distante do eixo RJ/SP soa como positivo o camentário do Sr. Sablic, particularmente não vi polêmica alguma no discurso. Mas por outro lado, de quem tá mais perto, chovem críticas, como podemos ver no blog TOUCA 14 onde muita gente (ou não, já que são todos anônimos), reclamam da postura do treinador, pois ele não pode exigir disciplina se ele mesmo não dá o exemplo. Fica difícil, aqui de longe, formarmos uma opinião, mas preferimos acreditar nas boas intenções do nosso técnico, que sempre vem expondo suas opiniões e se identificando. Esperamos que no fim disso tudo, os atletas não saiam prejudicados, como sempre vem acontecendo!

domingo, 4 de setembro de 2011

Mundial Júnior 91 masculino - resultado final






Final
Sérvia 9 Espanha 6
(2-0, 2-2, 3-3, 2-1)

Súmula. Estatísticas.


Disputa de 3º lugar
Austrália 5 Grécia 7
(1-0, 1-3, 3-2, 0-2)

Súmula. Estatísticas.


Disputa de 5º lugar
Croácia 11 Itália 12 
(2-2, 2-1, 1-2, 2-2 / 0-0, 0-0 / 4-5 pênaltis)

OBS.: arbitragem do brasileiro Denis Danelon.

Súmula. Estatísticas.


Disputa de 7º lugar
Hungria 8 Montenegro 11
(2-3, 1-4, 3-1, 2-3)

Súmula. Estatísticas.


Classificação Final
CAMPEÃO - SÉRVIA
Vice - Espanha
3º - Grécia
4º -  Austrália
5º - Itália
6º - Croácia
7º - Montenegro
8º - Hungria
9º - EUA
10º - Irã
11º - França
12º - Brasil
13º - Porto Rico
14º - Canadá
15º - Egito
16º - Uzbequistão
17º - México
18º - África do Sul
19º - Cazaquistão
20º - Kuwait

Fonte: www.potoff.org 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Resultados Jogos Aquáticos

Neste sábado aconteceu na piscina no Náutico o II Jogos Aquáticos (evento que envolve os 5 esportes aquáticos) e que o Náutico sagrou-se TRICAMPEÃO geral em 2011. O pólo aquático não poderia ter ficado fora. Como hoje no Ceará, somente o Náutico pratica o pólo aquático, dividimos nosso time em 4 equipes (Croácia, Sérvia, Itália e Hungria) e o pessoal do Ari de Sá (Hedla Lopes) formaram um time!



Classificação Final: 

Campeão com 4 vitórias: NAC Croácia
Vice-campeão com 3 vitórias e 1 derrota: NAC Hungria
3° Lugar com 2 vitórias e 2 derrotas: NAC Itália
4º lugar com 3 derrotas e 1 vitória: NAC Sérvia
5° Lugar com 4 derrotas: Hedla Lopes

Premiação individual:

Melhor Jogador: Natanael Ramos (NAC Croácia)
Goleiro Menos Vazado: Luiz Felipe "Chibatinha" (NAC Croácia)
Artilheiro: Caiky Oliveira (NAC Itália)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tabela dos Jogos Aquáticos

Neste sábado vai rolar o campeonato de pólo aquático nos Jogos Aquáticos do Ceará. Comunicamos ao atletas que cheguem no parque aquático as 13:00 em ponto! Quanto antes chegarmos, mais cedo sairemos!!! 

Jogo 1 - 13:30 - NAC Croácia x NAC Hungria

Jogo 2 - 14:05 - NAC Itália x NAC Sérvia

Jogo 3 - 14:40 - NAC Hungria x Time Rodrigo

Jogo 4 - 15:15 - NAC Sérvia x NAC Croácia

Jogo 5 - 15:50 - Time Rodrigo x NAC Itália

Jogo 6 - 16:25 - NAC Sérvia x NAC Hungria

Jogo 7 - 17:00 - NAC Croácia x NAC Itália

Jogo 8 - 17:35 - Time Rodrigo x NAC Sérvia

Jogo 9 - 18:05 - NAC Hungria x NAC Itália

Jogo 10 - 18: 40 - NAC Croácia x Time do Rodrigo

sábado, 13 de agosto de 2011

Brasil é ouro (masculino) e bronze (feminino) no Pan Júnior 94

Nossos seleções tiveram participações brilhantes! No masculino ainda mais, fomos absolutos o tempo inteiro e vencemos todos os jogos de maneira incontestável. A conquista foi muito importante e raríssima de acontecer. No feminino, nosso time tinha condições reais ser também campeãs, pois do 3° pro primeiro, foram apenas detalhes que fizeram a diferença. Vale lembrar que o Canadá foi campeão, mas somente o Brasil não foi derratotado pelas campeãs.

abaixo resultados retirados do POTOFF

MASCULINO

Final
Brasil 6 EUA 4 
(0-0, 3-1, 0-1, 3-2)


Disputa de 3º lugar
Colômbia 8 Trinidad y Tobago 7


Disputa de 5º lugar
Canadá 8 Porto Rico 7


Classificação Final
CAMPEÃO - BRASIL 
Vice - EUA
3º - Colômbia
4º - Trinidad y Tobago
5º - Canadá
6º - Porto Rico
7º - Peru




Os Campeões:
Bernardo Campos, Pedro Stellet, Maximilian "Max" Peters, Felipe Martins, Raphael "Rafinha" Manhães, Pedro "Teta" Vergara, Vitor Vilar, Henrique Lopes, Guilherme Gomes, Gabriel Salgado, Gustavo "Grummy" Guimarães, Guilherme Campos e Matheus "Chuleta" Sorrilha.
Treinador: Ângelo Coelho.
Auxiliar-técnico: Frank Diaz.


FEMININO

Final
Canadá 7 EUA 6
(0-3, 3-0, 3-1, 1-2)
OBS.: arbitragem do brasileiro Edmundo Rodrigues.


Disputa de 3º lugar
Brasil 15 Porto Rico 5


Classificação Final
CAMPEÃO - CANADÁ
Vice - EUA
3º - Brasil
4º - Porto Rico
5º - Trinidad y Tobago



As medalhistas de bronze
Victoria Chamorro, Marcela Reis, Diana Abla, Viviane Bahia, Luiza Saback, Tábata Dalio, Victoria Muratore, Mirella Coutinho, Izabella Chiappini, Adhara Lavatori, Carolina Resende, Bruna Couri e Marina Araújo.
Treinador: Antônio Canetti.
Auxiliar-técnico: Frank Diaz.


domingo, 31 de julho de 2011

Vídeos e seleções do mundial!

Reproduzindo postagem do POTOFF:

Mundial de Xangai: All Star Team e vídeos finais

Italianos comemorando o título, em foto do site fina.org


Seguem abaixo os links para os compactos das finais (clique aqui para acessar o canal do El Cuervo com os VTs completos). Antes, os All Star Team do Masculino e do Feminino, escolhidos pela imprensa.


ALL STAR TEAM MASCULINO

Tempesti (ITA) (MVP)
Boskovic (CRO)
Prlainovic (SRB)
Madarás (HUN)
Filipovic (SRB)
Giorgetti (ITA)
Radu (ROU) (artilheiro com 20 gols)


ALL STAR TEAM FEMININO

Kouvdou (GRE)
Gil (ESP)
Huanhuan Ma (CHN) (MVP)
Prokofyeva (RUS)
Bianconi (ITA)
Roumpesi (GRE)
Yating Sun (CHN) (artilheira com 25 gols)


Masculino

EUA 10 x 11 Espanha
Alemanha 5 x 8 Montenegro


Feminino

China 8 x 9 Grécia
Rússia 8 x 7 Itália


terça-feira, 26 de julho de 2011

Reproduzindo entrevista do POTOFF com Ricardo Cabral

Uma avaliação do momento atual do polo brasileiro

Praticamente finalizada mais uma participação do Brasil em um Campeonato Mundial (falta apenas a Seleção Masculina decidir o 13º lugar contra o Cazaquistão hoje à noite), o Potóff entrou em contato com o prof. Ricardo Cabral, Supervisor Geral de Polo Aquático da CBDA, para saber qual a avaliação oficial dessa participação do Brasil, assim como para levantar algumas questões a respeito do futuro próximo do polo aquático brasileiro. Esperamos que as respostas abaixo transcritas sirvam para desencadear uma discussão mais ampla dentro da comunidade aquapolista, nesse momento em que o polo brasileiro se encontra a cerca de 5 anos de voltar a jogar uma Olimpíada. Quem quiser participar pode fazê-lo através dos comentários ou, se preferir, usar nosso e-mail para enviar considerações mais demoradas ou mesmo artigos a respeito.


Qual a avaliação que a CBDA faz da participação das Seleções Brasileiras nesse Mundial?
Podemos dividir essa avaliação em duas partes. Uma baseada nas metas qualitativas e outra nas metas quantitativas que deveriam ser atingidas. Em relação a primeira, independente dos resultados, acho que estamos formando desde o ano passado uma base para 2016 com uma renovação da seleção, onde atletas mais novos estão tendo oportunidades de jogo. Pelas dificuldades estruturais que temos, o Mundial de Xangai, era parte da preparação para o Pan de 2011, que terá continuidade, agora, com estágios internacionais e treinamentos no Brasil. O técnico Goran está implantando sua concepção de jogo e está experimentando jogadores para desempenhar funções. Alguns jogadores com condições de estarem no grupo ficaram de fora, uns por motivos físicos (não atingiram, ainda, o patamar mínimo exigido pelo técnico) e outros por questões de compatibilização com atividades profissionais, e outros por ambas. Mesmo assim, a vivência dada aos atletas mais novos e o desempenho ficaram dentro da expectativa. Talvez o jogo do Japão possa ser questionado, mas resultados são imprevisíveis. O Japão fez um jogo muito bom hoje contra a Alemanha, que por sua vez venceu os EUA, que por sua vez impuseram uma goleada ao Canadá, que por sua vez goleou o Japão. Acredito que o Goran quando voltar irá fazer suas reflexões e promover algumas alterações. Quanto a avaliação quantitativa ao invés de estarmos disputando do 13º ao 16º, poderíamos estar disputando o 11º e o 12º. Sinceramente, não vejo muita diferença. Me preocupa mais a qualidade de jogo apresentada e a avaliação interna da participação que a Comissão e jogadores farão quando retornarem.


Depois de toda competição importante, o "potencial" das seleções é sempre avaliado em cima do "grande jogo contra a seleção A" ou "do ótimo quarto contra a seleção B", mas, no final das contas, o histórico do Brasil em Mundias praticamente não se altera. Por que acreditar que agora vai ser diferente?
Não só o histórico do Brasil no Mundial não se altera quanto das outras seleções. O grupo forte continua nas 5 ou 6 primeiras posições (se pudessem competir com time B ou C também, ficariam entre as 12). O grupo formado pelos EUA, Austrália, Alemanhã, Russia,continua também se alternando nas posições mais abaixo. Tentando furar o G8 mas muito longe das demais vem o Canadá, Romênia, e depois Brasil, Japão, China, Cazaquistão, Macedônia, Afica do Sul etc que se alternam entre a 12ª e 16ª posições. Isso é reflexo de algumas variáveis: posição geográfica que ocupa, nível de investimento na modalidade, safra de jogadores, entre outras. Resumindo: os fortes por questões culturais-esportivas e geográficas vão continuar sendo os melhores. Outros dependendo do investimento e da safra, ocasionalmente vão "incomodar" os grandes e os outros vão continuar como figurantes nas competições. Historicamente o polo aquático é assim. Na verdade uns disputam o Mundial A e na mesma competição outros disputam o Mundial B.


Quais as metas da CBDA até 2016?
Nossa meta para 2016 encaminhada ao COB é estarmos entre os 10 melhores, não muito diferente da meta quantitativa estabelecida pelo COB para o Brasil que é ficar entre os 10 primeiros no quadro de medalhas. Até mesmo porque, se dissermos algo diferente estaríamos sendo mentirosos ou utopistas. O planejamento estratégico está sendo preparado para isso, e como ações principais estão o aumento do intercâmbio internacional e uma melhora na condição dos atletas para se dedicarem mais ao esporte. Essa segunda me parece, ainda, a questão mais complicada. Hipoteticamente, hoje, se oferecermos R$ 5000,00 mensais para o atleta se dedicar só ao polo, estaríamos oferecendo um valor considerado interessante para ele se manter (muito acima do que podemos oferecer, hoje). A pergunta é: e após 2016? Como o  atleta irá se manter? E se ele não estudou ou abriu mão do mercado de trabalho, o que ele fará depois? O problema é que o Brasil não estabeleceu, ainda, uma política esportiva que pense no atleta pós vida esportiva. Para os esportes que já são profissionais não importa. Quem ganha 20.000,00 a 30.000,00 por mês e souber aplicar o dinheiro, depois de encerrada a vida esportiva jé fez um bom pé de meia. O problema que o polo vive não é exclusivo do polo aquático. Resumindo queremos nos apresentar bem em 2016 e plantarmos uma semente para os Jogos seguintes. Se apresentar bem significa que quando formos jogar contra alguém o adversário nos respeite como equipe.


Nos EUA e no Canadá, o modelo de desenvolvimento prioriza as seleções adultas. É um modelo viável para o Brasil?
Acredito que cada país desenvolve prioridades dentro de suas condições socio-econômicas e culturais. Há anos que acompanho seleções juniores em competições internacionais e posso afirmar que a única na America que paga 100% das despesas para os atletas e participa de todas as competições é o Brasil (Colômbia e Venezuela também pagam, mas por diversas vezes não participaram por falta de verba). EUA e Canadá, cobram dos atletas desde os treinos nacionais quanto as viagens internacionais. É claro que sobra mais verba para investir na seleção adulta. No Brasil, por uma questão cultural (da CBDA e da comunidade) é inimaginável se cobrar de atletas. Como exemplo, só esse ano tivemos um aumento de 50% nos gastos internacionais com viagens e treinamento na categoria júnior. Para se ter uma idéia de custos, tivemos mais um Sul-Americano e um Panamericano que envolvem aproximadamente 72 pessoas x 72 passagens internacionais , mais 72 pessoas com pelo menos 30 diárias no exterior. Além disso temos 1 Sul-americano, 1 Mundial júnior masculino e 1 Mundial júnior feminino. Mais ou menos uns R$ 700.000,00 só com a categoria júnior. Essa verba seria suficiente para rodar o adulto masculino e feminino na Europa por uns três meses. Mas a pergunta que faço é: Vale a pena sacrificar atletas de base em detrimento de se disputar 2 ou 3 posições melhores no Mundial? Antes que me interpretem mal devo dizer que o ideal é conseguir mais verba para cobrir todas as ações e isso, gradativamente, tem acontecido e acredito que irá acontecer ainda mais e 2016 é o responsável por isso.


Há um movimento recente de se ter uma temporada mais homogênea no Brasil, isto é, competições mais longas que façam com que os clubes permaneçam em atividade por pelo menos 8 meses seguidos. Esse modelo ajudaria ou prejudicaria o desenvolvimento das seleções?
Essa é uma outra questão polêmica. Há 3 anos atrás fizemos uma Liga com 1 mês e meio de duração pagando tudo para as equipes. Depois fizemos uma de 3 meses também pagando tudo. Sinceramente, não vi muita diferença de forma geral nas equipes quanto a comprometimento. Não sei se uma Liga de 8 meses com jogos só aos sábados resolverá o problema técnico do polo aquático brasileiro. Acho que não temos pernas e fôlego para isso, posso perceber claramente que temos, sim, umas 3 ou quatro equipes com estrutura . Uma das reclamações dos técnicos que passaram pela seleção e, agora, o Goran é a de que os atletas só treinam na seleção e que nos clubes treinam muito pouco. O Goran estabeleceu condições de convocação baseado em critérios físicos e técnicos. Já escrevi sobre isso uma vez e acho muito importante (muitos estão reclamando disso, mas acho que é fundamental ). O atleta selecionável deve estar em forma o ano inteiro. Não sei se uma competição longa de 8 meses com jogos somente aos sábados, com equipes de níveis completamente diferenciados será um elemento motivador para se manter uma treinabilidade alta. O Goran acha que sim, mas continuo achando que só aqueles selecionáveis vão treinar mais. Exemplos não faltam de clubes que colocam seus jogadores para jogar mesmo que eles compareçam muito pouco aos treinos. O Conselho técnico irá apresentar uma proposta de uma competição longa nos moldes do calendário europeu, inclusive adotando como modelo o calendário europeu. Se for viável financeiramente vamos tentar. Entretanto conheço técnicos que acham absurdo a CBDA deixar de investir na seleção em detrimento de se pagar viagens para equipes participarem da Liga, além da estrutura operacioanal necessária à organização de um grande evento. Temos, hoje, na minha ótica, duas realidades. Uma ou duas equipes com dinheiro que lançam idéias fantásticas, uma ou duas que se esforçam para viabilizar essas idéias e as outras sem dinheiro e sem estrutura que participam como podem. Aumentar para 8 meses acho ainda prematuro. Mas se for de consenso vamos tentar.


Dentro dessa mesma ideia existem 2 vertentes; uma que cogita a possibilidade de se enviar os jogadores de nível de seleção para atuar em Ligas na Europa, outra que prefere que alguns craques estrangeiros sejam contratados e distribuidos entre os clubes brasileiros, permanecendo aqui a temporada inteira. Seja qual for o modelo de desenvolvimento adotado, essas propostas são realmete viáveis?
Acho que são idéias diferentes mas convergentes. Isto é, se realizadas com sucesso o resultado esportivo aparecerá. O problema é quem irá pagar atletas estrangeiros? A CBDA não pode porque trabalha com recursos públicos (Correios/ LeiPiva e Lei de Incentivo). Manter atletas no exterior foi uma estratégia do Handball feminino. Para o masculino não deu certo, até mesmo porque, são grupos sócio economicamente diferenciados. Conversamos isso no início do ano no COB. Entretanto, o Goran não é muito favorável e temos que respeitar sua opinião. Afinal, ele é o técnico.


Tendo como base a estrutura da CBDA e a realidade do polo aquático brasileiro atual, seria possível adotar um modelo do tipo a CBDA priorizaria as seleções, enquanto os clubes ficariam responsáveis pelos campeonatos?
Acho que o problema não é a estrutura da CBDA e sim a estrutura dos clubes. Não sei se a CBDA deixar de promover e realizar competições, hoje, os clubes teriam condições de tocar os eventos. Acho que pela proximidade do Rio2016 isso seria arriscado. Acho que no final, se der errado, a responsabilidade seria dos clubes mas a culpa da CBDA. Isso sem falar no aspecto político que não é a minha área. Sou, apenas, o Supervisor Geral de Polo Aquático.


O treinador Goran Sablic enxerga um grande potencial no polo brasileiro, mas para que esse potencial se desenvolva ele propõe uma mudança de atitude que passa pela dedicação integral aos treinamentos. Já é possível uma mudança desse porte atualmente no Brasil?
Temos que entender que o Goran veio ao Brasil para se dedicar full time ao polo aquático e para isso ele quer uma seleção full time. Trabalhamos durante muitos anos com o conceito de que não poderíamos treinar muito porque não eramos profissionais. De uma certa forma, mesmo não sendo ainda profissionais, o Goran tem mudado esse conceito. Ele inverteu o problema, ou seja, para almejarmos o profissionalismo temos que nos sacrificar, e sacrificar implica em abrir mão de alguma coisa. No primeiro ano ele conseguiu um grupo que está fazendo isso. A partir de agora temos que conseguir mais apoio aos atletas para eles se dedicarem ainda mais. Entretanto, ressalto como coloquei anteriormente, que estamos muito longe do profissionalismo da modalidade. Para sermos profissionais os atletas teriam que ser profissionais nos clubes e na seleção.


E o futuro imediato, o que nos reserva?
Para finalizar posso afirmar que, hoje, já possuímos uma estrutura que nos permite pensar mais alto. Aumentamos nossas Comissões Técnicas remuneradas, aumentamos nosso quantitativo operacional, aumentamos a quantidade de eventos, já temos planejamento e verba de treinamentos nacionais e internacionais para os próximos anos, viagens oficiais e estamos (o Presidente) buscando mais recursos. Soube, hoje, que teremos boas novidades, mas não estou autorizado, ainda, a divulgar.

Professor Ricardo Cabral
Supervisor Geral de Polo Aquático da CBDA
Prof. da Universidade do Estado do Rio de Janeiro -UERJ
Mestre em Desportos para Jovens e Crianças pela UERJ
MBA em Gestão Avançada Esportiva do COI/COB

1 comentários:

Clodoaldo Lino disse...
Vou me ater nesse comentário apenas à 2ª questão. É verdade q o polo aquático tem um histórico meio imutável, mas ñ vejo isso como uma barreira intransponível. Pelo contrário, vejo o polo como uma “terra de ninguém”, aonde as possibilidades de crescer são bem concretas. O polo é um esporte de baixo investimento no mundo todo, com um número reduzido de praticantes. Certas seleções do 1º escalão, como Sérvia e Montenegro, por ex., tiram sua excelência de um número bastante reduzido de opções. Montenegro, um país com menos de 1 milhão de habitantes, têm 4, no máximo 5 times de polo. A Croácia ñ é muito diferente. A Sérvia tem, estritamente falando, apenas o Partizan, os outros são só figuração. Os valores financeiros q circulam no mundo do polo são baixos. O q quero sinalizar com isso? Q o nível de excelência no polo ñ é tão alto assim, pois o polo é, em nível mundial, um esporte de 2ª linha. Faço um paralelo com o vôlei, q até o início dos anos 80 era tb um esporte quase q exclusivo do Leste Europeu em termos de alto rendimento (vez por outra o Japão beliscava um bronze) e se encontrava estagnado. Os times e jogadores daqueles países eram colocados num pedestal inalcançável. Porém, o Brasil e os EUA provaram q ñ era bem assim. O Brasil, inicialmente, com apenas 2 times de ponta e os EUA sem nenhum, nem mesmo uma Liga, conseguiram furar esse bloqueio. Vejo um momento parecido no polo mundial, q se encontra estagnado. Quem tiver recursos e vontade de investir (e aqui entram ñ apenas patrocinadores, patronos e dirigentes, mas tb atletas), pode, em curto prazo, repetir a história do vôlei. 
Nota do Blog: Concordamos em gênero, número e grau com o que Clodoaldo falou, não podemos nos ater que somos vítimas do destino, da cultura e ou da história.

Brasil feminino e masculino morrem abraçados!

Com campanhas identicas, ou seja, 5 jogos, 4 derrotas e 1 vitória! Ambas as seleções brasileiras terminaram em 14º lugar no mundial de esportes aquáticos. 

Ontem a noite encerramos nossa participação no masculino com derrota diante do Cazaquistão e um dia antes as mesmas equipes se enfrentaram no feminino e perdemos também.

A única coisa que parece contraditória é um mundial servir como preparação para um PAN. Nossos times não fizeram sequer um amistoso internacional, mas agora vão fazer e vão treinar no exterior pra se preparar pro PAN. Fazendo isso antes do mundial, não serviria também pro PAN? 

Resultados:


DISPUTA DE 13º LUGAR masculino


 9 (3-1-2-3)

 7 (0-3-2-2)
 

DISPUTA DE 13º LUGAR feminino


 9 (2-2-2-3)

 5 (1-2-0-2)